A acusada foi presa durante investigações sobre a morte de uma mulher de 39 anos, ocorrido em 2024, após aplicação irregular de silicone industrial.

Uma travesti de 56 anos, foi presa pela Polícia nesta quinta-feira (20), em São Paulo, por suspeita de fazer cirurgias plásticas clandestinas que resultaram na morte de clientes.
A prisão aconteceu durante uma Operação conjunta das Polícias Civil do Paraná e de São Paulo. Segundo a Polícia, a acusada, identificada como Skalet, foi detida a partir das investigações relacionadas à morte de Cristiane Andrea da Silva, ocorrido no Paraná.
Ainda segundo a Polícia, Skalet foi indiciada por homicídio e exercício ilegal da medicina. Os crimes praticados por ela têm penas previstas de até 22 anos de prisão, pelo Código Penal Brasileiro.

Skalet atuava como "bombadeira", termo usado para pessoas que não possuem formação médica e aplicam silicone industrial ou outras substâncias para modificação corporal, especialmente em mulheres trans e travestis. Lembrando que o uso de silicone industrial para procedimentos estéticos é proibido pela a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Morte de Cristiane
Morte de Cristiane
Cristiane Andrea da Silva, de 39 anos, morreu no dia 24 de Outubro de 2024, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, após contratar Skalet para a aplicação de silicone industrial (PMMA).

Segundo informações, o valor que ela pagou pelo aplicação no procedimento foi de R$ 1,5 mil. Após Cristiane sofrer complicações no procedimento, Skalet fugiu do local.
A vítima foi encontrada e socorrida pelo marido, mas não resistiu e morreu durante atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Cristiane atuava como cabeleireira em Ponta Grossa. Natural de São Jorge do Ivaí, ela foi sepultada na cidade vizinha de Nova Esperança, no noroeste do Paraná.
Fotos: Divulgação/redes Sociais.
Fotos: Divulgação/redes Sociais.
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